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Ministério Público do Trabalho oferece História em Quadrinhos sobre atos antissindicais e mostra como trabalhador pode denunciar

Edição 82 da série MPT em Quadrinhos reúne histórias sobre demissões, pressão contra sindicatos, desinformação e outros ataques à liberdade sindical

O Ministério Público do Trabalho (MPT) transformou em histórias em quadrinhos situações de atos antissindicais enfrentadas por trabalhadores, mostrando como identificar essas práticas e denunciar. A edição 82 da série MPT em Quadrinhos, intitulada Atos Antissindicais, tem acesso gratuito e o link para download estará disponível nesta matéria.

A publicação reúne sete histórias inspiradas em situações como demissão após participação sindical, ameaças de desligamento por filiação, criação de chapas fantasmas, desinformação contra sindicatos nas redes sociais, pressão durante greves e entrega de cartas de oposição pelo próprio empregador.

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Para o presidente do SIEMACO Campinas, Geraldo Magela, o formato facilita o acesso à informação.

“Nem todo trabalhador vai parar para ler uma cartilha jurídica ou um artigo sobre liberdade sindical depois de oito horas de jornada. Mas todo mundo lê uma história em quadrinhos. Esse tipo de informação, dinâmica e de fácil entendimento, é essencial para mostrar ao trabalhador quais são os seus direitos e o que ele pode fazer quando esses direitos são desrespeitados.”

A história em quadrinhos também explica que a liberdade sindical e o direito de greve são garantidos pela Constituição e apresenta exemplos de condutas que podem ser denunciadas. Entre elas estão impedir a participação em assembleias, dificultar o acesso do sindicato ao local de trabalho e pressionar trabalhadores a se oporem à entidade sindical.

A questão é especialmente importante para a categoria representada pelo SIEMACO Campinas, formada em grande parte por trabalhadores terceirizados. Nesses casos, os trabalhadores exercem suas atividades dentro das instalações de empresas contratantes, que também podem criar obstáculos à atuação sindical.

“Quando o trabalhador entende que ser impedido de ir a uma assembleia ou ser pressionado a assinar uma carta de oposição não é normal, e sim ilegal, ele se defende melhor e fortalece o sindicato”, afirma Magela.

Como denunciar

A publicação orienta os trabalhadores a guardar fotos, vídeos, mensagens, documentos e informações de testemunhas que possam comprovar práticas antissindicais. As denúncias podem ser feitas ao MPT, inclusive de forma anônima.

A historia em quadrinhos foi coordenada pelo MPT no Espírito Santo, com apoio da Coordenadoria Nacional de Promoção da Liberdade Sindical e do Diálogo Social (CONALIS), e faz parte das ações do Maio Lilás.

 

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